Encontros e Tocos

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
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Promessa é dúvida porque ninguém sabe ao certo quando será cumprida, embora no meu caso, promessa seja motivo de preocupação. Se prometi preciso cumprir.
Prometi que escreveria sobre a história de duas amigas que receberam um convite para um dia de piscina e praia, embora a convoção tenha naufragado.

A história começa:
Era uma vez...(rs).
Duas mulheres que em nada deixam a desejar os critérios de escolha do gênero oposto. Pessoas determinadas e com uma beleza considerável.
Não irei avaliar mais os aspectos das damas porque o público que analiso é outro: meninos.
Segundo as moças, que batizei de Georgia e Beatriz (homenagem a minha amigona Georgia Beatriz Arcossi), tudo nasceu de um jeito inusitado.
Georgia:
_ Estávamos no shopping e resolvemos ligar para um dos nossos amigos coloridos.
Coloridos?
Beatriz:
_ Amigos que "ficamos" quando estamos sem compromisso.

Interessante. Quem aqui nunca teve uma amizade divertida, com um gostinho de beijo? Não vale mentir. Aquele que levantar a mão está dispensado, não precisa mais ler o texto.

De acordo com o depoimento das meninas, o primeiro encontro com os garotos foi bastante produtivo. Bebidinhas, boa música, alguns passinhos tímidos na pista de dança... Um sonho recheado com doce de leite.
Depois do tal encontro, eis que surge o a oportunidade de brindar um pré-feriado e feriado com muitos raios de sol e piscina.
_ Tudo estava combinado. Hora, local... (lembra Georgia).

Esse 'tudo' não passava de um belo e bem bolado 'toco'. Diria toco federal: Aquele que se toma porque se cometeu um deslize e é multado para nunca mais se esquecer.

Segundo a grande parte do mulherio que questionei sobre o tal 'toco', a resposta era quase unâmine. Toco corresponde a uma espécie de 'fora' mais brusco, mais grosseiro e sem a menor das considerações.
Seguimos...

A semana transcorreu como sempre e a Georgia e a Beatriz na maior das expectativas, contando os minutos e roendo o restinho das unhas.
Georgia bem que desconfiou. Ninguém ligou para fazer os acertos finais, embora Beatriz permanecesse crente que toco que é bom, nada. Opa. Quis dizer: não tinha motivos para se preocupar. O dia seria perfeito e bonito.
Ai é onde está. Mulher tem mania de achar que tudo pode chegar a perfeição e ninguém irá decepcioná-la.
Nos últimos segundos do terceiro tempo (acabei de criar o terceiro tempo!), uma ligação informando, nas palavras de Beatriz, 'de uma maldita festa de família' e tudo escorre das mãos que nem areia.
Mas quem foi que disse que as belas se deram por vencidas?

Eu? Ou você?

Ainda houve uma negociação e poderia ser que no dia seguinte tudo fosse visto como um imprevisto tolo. Podem dá risadas altas.

O toco foi geral, descarado, empurrado 'goela a baixo'.

As moças acordaram relativamente cedo e passaram o resto do dia esperando uma ligação, no mínimo uma satisfação. Como não se aguentaram, resolveram as próprias buscarem a resposta. E quem foi que disse que a rapaziada atendeu? Retornou? Para que? O melhor mesmo era deixar as tontas esperando.

Passado dois dias, os seres planetários (meninos) informaram que esqueceram de avisar e que não faltaria oportunidade para deliciarem um outro encontro.

Conversa para boi, bode, ovelha e qualquer outro bicho, que não fosse preguiça, ir dormir.

Resumo: duas mulheres e um dia perdido.

Turma, a é verdade que tudo pode ser alterado, sofrer as mais distintas mudanças, mas daí você não ser honesto e fingir que está tudo bem quando você está deixando alguém esperando, é simplesmente falta de respeito.
Tudo bem que as garotas deveriam ser mais espertas e possuir um plano B, C ou D para não perder às 24h que compunham o feriado.

Então: cada um cumpra o seu papel. Se desitir, o que é natural, avise, mande recado, faça sinal de fumaça. Se ganhou um pão de ló, faça um favor a si próprio, curta o que considerar inteligente, não gerencie sua vida a partir das atitudes dos outros.

Simples? Não. Menos doloroso.

P.S.:
Quase um mês depois a Geo e a Bia tentam não transparecer a raiva, fruto do desencontro, e dizem ter aprendido a tarefa de casa.



*Imagem reoprduzida do google.com.br





Recados Masculinos

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
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O poster anterior, ''Papo Masculino", gerou surpreendentes comentários, captação de leitores e o melhor, pedidos para um segundo texto que desse continuidade ao assunto.
Diante de tanta euforia, de tantos homens comungando do mesmo pensamento dos entrevistados e da curiosidade feminina, resolvi produzir um novo capítulo que nasceu sem a menor das pretensões.
Foram diversas as abordagens. Pelo msn, pessoalmente, na hora do almoço, por email... Simplesmente dei muita gargalhada e ouvi atentamente o recado que cada um queria passar.
Um, dois, três e... Já! (rs)
Primeiro instante: uma conversa franca com o Marcos, professor, casado e desenrolado. Marcos relatou de forma sucinta que o casamento é como abrir uma empresa e que como todo o empreendimento nascedouro, virgem de experiências, aponta a possibilidade real de falência, de fracasso.
_" O casamento é um produto também. Vem numa embalagem, por vezes bonita, que engana e logo você descobri que o que foi vendido pode não ter nada de parecido com o que está dentro do saquinho".
Eu senti um pouco de filosofia. Minto. Pensei está tratando com um administrador, negociador, pois os termos estavam tão amarrados a área... empresa/produto/fracasso...
É. Eu preferi fugir dos Marcos, poderia ser que ele começasse a falar de gestão e gerenciamento de relacionamentos. Perderia o foco. Nunca se sabe.

Cheguei a pensar que o burburinho sobre o que tinha sido escrito iria ficar por ali mesmo, sem desdobramentos. Nada disso. Engano meu. Fui almoçar e dou de cara com o Luciano resmungando:
_"Se ter mulher fosse bom, Deus tinha a Dele".
Que estrago o Luciano fez ao finalizar o próprio grito de guerra. Nem mesmo os rapazes que estavam no ambiente resistiram. Foram várias defesas, dentre elas que a coisa não funcionava de tal maneira.
_"Luciano, você está maluco ou o que? Eu gosto de mulher, todos aqui gostam. Você tem algum problema? É do outro time?", bradava Eduardo, com uma expressão tão rígida e indignada que eu não me controlei e tive que por a mão na boca pra não gritar "apoiado companheiro".

Depois do descontrole do Eduardo, Luciano saiu de fininho da mesa e o foco da conversa passou a ser outro. Você faz ideia do rumo que o debate tomou? Não precisa confabular. Eu conto esse segredo. A sexualidade do Luciano foi posta em cheque.
_ "O cara tem até presença. Me parece inteligente e agora vem dizer uma dessa com as nossas flores. Isso eu não admito. Ele pode até curtir outros rapazes. Não existe problemas algum com isso. Respeitamos. Mas não tem o direito de ofender ninguém".
O comentário descrito acima tem dono, Fabiano.
Como não poderia deixar de externar minha alegria pela defesa. Então. Viva os Eduardos e Fabianos.

Finalizando as repercussões, troquei informações pela internet com o Aldo, que de tão insatisfeito contou toda a própria história e mais, fez definições tristes sobre a companheira.

_"Não existe um bate e volta nos nossos diálogos. Digo monólogos. Já que apenas eu proponho melhoras. Vocês poderiam guardar por menos tempo as mágoas, as raivas. Esse tempo poderia ser utilizado para sorrir, nos provar que não somos ninguém sem vocês".

Uauuuuuuuuuuuuuuuuuu...

Bege. Bonita e Bem bom.

É meninas, não é nada fácil discutir relação. Se não os deixamos falar, eles afirmam que a defesa não existe e se calamos eles ficam desnorteados. Quando for possível vamos equilibrar? Fica interessante para todos.

Recados recebidos e repassados as leitoras, informo:
Respeito e possuo muitos amigos homossexuais. Amo todos e um dia pretendo discorrer sobre essas amizades valiosas.
Os nomes citados são fictícios, pois é uma maneira de resguardar a identidade das pessoas e de não gerar confusão.
Optei por não ouvir nenhuma alma sensível e detentora do dom da vida, essa opção sinaliza que naquele momento os meus ouvidos estavam voltados para os meninos, o que não significa que logo logo eu puxe papo com a mulherada.
E vou logo avisando: O próximo escrito (foi solicitado pelos personagens para que fosse registrado aqui) retratará a saga de duas amigas que em busca de um dia de sol saborearam um bolo recheado com giló.

* Imagem reproduzida do google.com.br

Papo Masculino

domingo, 5 de dezembro de 2010
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Ultimamente o convívio com o universo masculino tem me proporcionado observações que o mulherio não gosta e evita ver e ouvir.
O número de amizades femininas que possuo sempre foi menor quando comparado ao número de amizades do gênero oposto.
Para começar bonito, sinalizo que fiz uma pesquisa e encontrei dados do IBGE.
Segundo o Instituto, em 2009, foram registrados no Brasil 935.116 casamentos. Nessa mesma catalogação foi constatado que houve uma queda no número de pessoas juntando os "panos de bunda": caiu 2,3% comparado a 2008. Embora o número de separações tenha permanecido estável.

Devo informa-lós que as entrevistas (descontraídas e informais) fazem parte de uma pequena mostra de 8 homens, casados e com idade entre 28 e 38 anos.

...

Papo vai e vai mais um pouquinho... Consigo arrancar confissões de amigos compromissados. Exatamente. Amigos casados, amarrados, apiados (rs).
Informo que todos os nomes aqui utilizados são fictícios, afim de não identificar os entrevistados.
Hoje mesmo perguntei a Pedro (casado há 7 anos com Eliane e pai de Ricardo) sobre o significado de casório e outras cositas. A pergunta inicial foi especifica e direta. Porque os homens casam? A resposta? Veio mais curta.
_ Porque somos burros!
Que coisa assustadora ouvir aquele berro tão convicto e desenrolado por várias justificativas.
_ A mulher precisa entender que nossa vida continua e não mudaremos. Seremos sempre cafajestes.
Que coisa extraordinária foi ouvir que os homens são "burros" e nós mulheres algemas ambulantes. Dei risadas altas e diria saborosas. Nem quero comentar sobre o termo "cafajeste" porque posso criar uma convicção que exterminária os contos de fadas das minhas leitoras.

Conversando com outro ser mais compacto, para não dizer "tampinha", escutei uma piadinha que gerou outros questionamentos. Edgar foi o nome que escolhi para o dono da resposta mais rápida.
_ "Farei 15 meses de casado em dezembro. Mas preferia fazer 16 de prisão".
Alguém aqui se espantou? Porque a moça aqui deu muita risada.

O terceiro personagem da minha novela é o Jô, simpático, com 12 anos de fidelidade e um humor inteligente. Jô estava comprando maquiagem para a "patroa" quando perguntei para quem eram aquelas coisitas.
_ "São para minha esposa".
Claro, que logo perguntei se o motivo era aniversário.
_ "Ela não precisa aniversariar para ganhar presente".
Eu preciso perguntar mais o que?
- Se existe ciúmes?;
- Se ela é...
Sem concluir a frase Jô interrompe meu raciocínio.
_ " É gostosa sim".
Dei parabéns aquele ser e parti ao encontro da minha próxima vítima.

Lá estava Ícaro. Sentadinho no corredor da universidade. Antes de dizer do que se tratava o nosso papo, já sabia que Ícaro estava com um humor horrível.
_ A Analice é muito encrenqueira. Hoje é sexta-feira e não posso sair com meus amigos para beber uma geladinha que ela fica buzinando nos meus ouvidos. Ligando toda hora.
Alguém tinha perguntado algo? Não.
O meu lado apaziguador tentou mostrar para ele que talvez ela quisesse participar do encontro. Não houve jeito.
_ Ela está insuportável. Deu para ver tudo que tem no meu celular. Implicar com meus camaradas. Depois reclama que bloqueio.
Bloqueou? O que?
_ O celular.
Dei adeus e disse que a nossa entrevista poderia ficar para outra ocasião.

Gente: Não narrei todas as conversas, até porque as reclamações me pareciam muito semelhantes. Não estou aqui para dar solução, nem receita. Apenas para relatar um pouco do que tomei nota e para matar a minha curiosidade. E a sua.

Dica:
- Mulheres melhorem. Cada uma conhece a peça rara com que casou. Se conhece o suficiente para mudar a rota, já não sei. Não aconselho a usar da separação, até porque a oferta de homens está complicada, também não é interessante manter algo que não tem mais jeito. Observe mais. Se pergunte qual o preço da felicidade. É um bom início.





* Informações do IBGE colhidas no site estadao.com.br
* Imagem colhida no google.com.br





Quatro sisos x Um sorriso (Parte 2)

sábado, 13 de novembro de 2010
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O processo de recuperação teve início. E para alegrar a plateia curiosa, trago o segundo episódio de"Quatro sisos x Um sorriso".
...
Apesar de não possuir traquejo algum com os números, entendo que é bem mais fácil apresentar os resultados através deles.
Então vamos conferir:

-5 dias de repouso;
-3 potes de sorvete;
-6 pontos;
- 1kg (a menos) e;
- 6 dias para retirada dos pontos.

Apresentado alguns dados, passo a descrever a etapa pós-operatório e os cuidados da mamãe Neide.

Quem me conhece sabe que uma das minhas características é falar muito (coisa de comunicológo). Então. Imagina a moça aqui. Calada. Calminha. (É só imaginação mesmo!)
Se tem uma coisa que faço bem é não ficar calada (exceto em momentos de dor de cotovelo e luto - até dormindo eu não fecho a matraca).

Mamãe Neide que não é esperta nem nada, me dá um caderninho para fazer as solicitações. Até que no início foi moleza. Mas o meu lado menina malcriada somado ao lado artístico veio à tona. Passei a desenhar o que precisava (rs). Coisa de cinema. Dona Neide logo perdeu a paz e disse: _ Criatura, você nem colabora né? Faz cada desenho confuso. Faremos o seguinte. Deixo você falar só o suficiente, em troca você não desenha.

Boa. Muito boa a alternativa.

E para falar de amigos, confesso que preciso falar dos recém-chagados, companheiros (medicamentos) que me conquistaram: a Amoxilina, o Ibuprofeno, o Tylenol e o PerioGard. Uma turma, definitivamente, competente.

Ai que saudade de falar ao telefone e em especial responder as brincadeiras dos meus amigos engraçadinhos, que claro, não só fizeram questão de me ligar como também de sacanar.
_ Vai ai um sorvete de sushi?
_ Que tal um churrasco gaúcho?
_ Poxa você está calada?
_ Faz bochecho com whisky, de preferência com Black.
_ Que tal uma praia?


Mas o que seria de mim sem esses trocos? Ninguém. Não teria ibope.

Ah. Não devo esquecer do Dr. Edmundo.
Quem foi que disse que ele também me esqueceu? Nada. Recebi algumas ligações para saber como estava sendo a recuperação.
_ Andreza tudo bem? Teve algum sangramento? Inchou?

Pois é. São telefonemas como esses que emitiram o certificado com ISO 9001 para o Dr. Edmundo Marques. Palmas.
Eu virei autoridade ou o que para emitir certificado?

...

Sigo agora para o dia 10/11 (às 17h). Retirada dos pontos. Nada extraordinário. Apenas o puxar dos fios de seda, do ainda então declive gerado pela extração dos meus pimpolhos sisos. Acho até, que recebi parabéns pela minha excelente participação.

Fui liberada para voltar as atividades normais, embora Dona Neide inisista em monitorar os meus passos e o que o meu estomago tem digerido. E para cumprir o pedido de higienização, feito pelo Dr. Edmundo, criei um especie de lembrete. Coloquei na porta do banheiro um lindo bilhetinho, alertando sobre a necessidade de cumprir a tarefa.

Confiram a foto acima que não me deixar mentir.

Hoje, completa 9 dias que não tenho mais juízo.
O que restou da cirurgia foram alguns dentes doloridos (os de baixos e vizinhos aos sisos). Entretanto, é preciso observar que nada no mundo é perfeito... É essencial.

Tão essencial quanto as enormes coincidências da vida.
E nessa enorme coincidência, no próximo dia 20 (sabadão), serei pirata* garantida no Odonto Fantasy. Alguém dúvida?


*Fantasia comprada - promessa cumprida.
*Foto: Andreza Mota.


Quatro sisos x Um sorriso (Parte 1)

domingo, 7 de novembro de 2010
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Tudo passa a acontecer depois que recebi um cartão de visita com os seguintes dados:
Dr.Edmundo Marques. Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Faciais e Implantes. CRO/SE 1225. Rua Construtor João Alves, 75 - Bairro São José...
Sinceramante? Quando li "cirurgia e traumatologia" já não fiquei feliz. E um tal de "buco-maxilo-faciais"? Esse chegou a deixar minha garganta seca. Nem vou comentar sobre a palavra"implantes".
Volto ao tempo para dar sentido ao que pretendo narrar.
...
Tudo teve início com a volta dos tártaros. Chatos e insistentes. E lá vai eu visitar a Dra.Letícia-Maria. Algumas cáries para reavivar minha memória, pois não devo ingerir tantas guloseimas (eu=rainha do brigadeiro!) e a notícia que deveria extrair um lindo dentinho.
Quem foi que disse que gostei da novidade? Sai do consultório calada. Digamos chateada.
Alguns meses para tratar do que era necessário e uma radiografia para quadriplicar o meu medinho. Seriam quatro. Nenhum dente do juízo restaria.

Uma indicação: Dra Acácia Leite, que com dores fortes no braço direito, logo informou que não poderia resolver o meu problema. Entra aqui o cartãozinho do Dr.Edumundo Marques.
...
Eis que respiro fundo e ligo para a atendente do Sr.Edmundo.
De começo se a especialidade dele me assombrou, o nome me remeteu a alguém de seus 50 ou 60 anos. Naquela tarde eu já tava tão sem jogo de cintura para a tal cirurgia que o nome daquele dentista parecia não me ajudar.

Indo para casa os meus pensamentos eram os mais engraçados e estranhos: Que nome mais feio. Essa criatura vai extrair quatro dentes meu e poderia ter, no minímo, um nome bonitinho. Acho que não vou me dar bem. Nome de gente mal humorada. E se ele for assustador? Impaciente? Calado? Alguém me salve desse pesadelo! (muitos - milhares de risos)

Marcado o dia para consulta (29 de outubro - às 17h) e chego ao Instituto Saint Germain parecendo que vou ser condenada por um crime e devo pagar com a extração dos meus dentes (ê mulher exagerada!).

Alguns minutinhos depois. E pronto. Sou recebida por uma senhorinha doce, a Érica. Mais um pouco e abre-se a porta da sala do então dentista. Que estava lá: risonho e falante.

Em nada aquela criatura parecia com o que descrevi acima. Eu falei em nada.

A falatrona aqui tava era com medo (rs). Nervosa. Toda sem jeito. Sem acreditar que aquela seria a pessoa que iria, popularmente falando, "dar cabo", dos dentinhos intrometidos.

O Edmundo, como poucos profissionais, que eu (Andreza Mota) conheço, possui conhecimento e carisma notórios que tranquilizam qualquer paciente. Eu afirmo que depois da nossa conversa, fiz questão de contar para todo mundo que iria fazer uma cirurgia, só para ouvir comentários do tipo: _ Tu é corajosa.

Eu bem que sou corajosa, embora nesse caso, tive explicações pontuais de como seria todo o procedimento, das recomendação para pós-operatório e até as implicações que poderia gera se permanecesse com a "turma do juízo" na minha boca. Até pude cantarolar depois de tantos esclarecimentos... "faça um pedido, jogue uma moeda na fonte comigo...dias de ter medo... já tem demais por ai...".

Vamos agora para o dia 05 de novembro, às 14h. Com a cara pálida, no entanto, disposta, fui acompanha da minha mãezona/enfermeira, Maria Neide e do meu amigo guti-guti, Lucas Araújo. Charme demais ser companhada por dois xuxuzinhos.

A famosa anestesia, me gerou a sensação "bochechas de Kiko". E olhe, vou logo compartilhando com os medrosos: Anestesia deve ser entendida como algo inibidor da dor e ao meu ver é uma coisa bacana (alguém aqui gosta de sentir dor?).

Dr. Edmundo não poderia ter feito outra coisa mais eficaz do que me manter informada (jornalista até nesses momentos) de tudo que estava acontecendo: _ Olha, agora você irá sentir uma pressão. Isso é real. Você não perdeu o tato.

Com essas e outras falas eu imaginei como estava sendo a cirurgia (claro que sem sangue - rs).

Logo o primeiro dente estava passeando em um papel alumínio (eu acredito que era isso) sobre um paninho verde, ao meu lado direito, porque em cima de mim estava outro, tão igual quanto intocável. Segundo o Edmundo, eu poderia me contaminar, "Evita tocar no paninho verde. Ele irá te proteger de qualquer contaminação. O.k.?".

Inacreditáveis 40 minutos depois, o Edmundo estava na minha frente reforçando as recomendações necessárias para uma recuperação excelente.

Eu nunca ouvir um médico perguntar: _ Te machuquei muito?

Caramba. Vou confessar que no dia que um outro profissional da área da sáude me fizer essa mesma pergunta, eu vou acreditar piamente que muitos fazem o que amam.

... Ainda devo relatar sobre a minha recuperação, a atenção dispensada e os potes de sorvetes.

Não perca o segundo episódio!

*Imagem reproduzida do google.com.

Não suba no vaso sanitário!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010
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É com essa frase que tenho passado os meus dias.
Sempre recordo que uma estripulia a mais... E posso me machucar feio, gerar uma cicatriz enorme.

Talvez esse pôster tenha nascido para que eu voltasse a escrever. O que há muito não faço. A justificativa? Falta de atenção por quem me ajuda a viver: as letras!

Após pronunciar a frase, sempre que tive vontade de "chutar o pau da barraca", logo me acalmo e entendo que é uma questão de percepção. De recepção. Resolvi compartilhar a descoberta com quem me acompanha.

"Não subir no vaso sanitário" é uma frase que descobri sozinha, ao entrar em um banheiro de empresa e notar que a Comissão Interna de Prevenção à Acidentes (CIPA), se preocupara em informar aos usuários que o pior pode acontecer, só porque você quis fazer uma gracinha. Ou escapar de uma contaminação.

Agora uma frase linda e precisa é a do meu amigo, meu anjo e tudo de bom que pode existir, Cleomar Brandi. Meu Cleo. "Deixe o balão inchar. Uma hora ele poca".

E Cleo, o balão poca mesmo. Obrigado Cleo pela dica. Até hoje faço uso dela.

E a você que faz leitura dessas linhas prudentes, faça uso da minha frase sempre que considerar necessário manter a calma.


*Foto extraída do Google.com


Copa x Brasil

sábado, 3 de julho de 2010
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Como presenciar a derrota?
Como não arrotar a dor?
Explodir a insatisfação?

Sei que esperei muito para falar do desbarato do Brasil contra a Holanda no dia 02 de junho. Demorei porque era preciso digerir uma Copa anunciada, que não pertencia ao Brasil.

Lembro que no dia fui ao dentista, fui porque já tinha agendado e não teria uma outra oportunidade. E entre um abrir e fechar de boca, fui mostrando a um ser desconhecido que estava triste, pois a seleção canarinha tinha saído de cena. Odeio quando o personagem principal precisa deixar de brilhar porque alguém não quer que ele brilhe. Não tivemos nem tempo de ir as oitavas.

Fiquei na dúvida: Foi o fator, próxima Copa in Brasil? Foi o desprezo do Dunga pela imprensa? Foi uma torcida descrente?

Foi... Foi?
Espero o será de 2014.


* Dessa vez doei poucas linhas, porque doeu bastente perder.