Não suba no vaso sanitário!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010
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É com essa frase que tenho passado os meus dias.
Sempre recordo que uma estripulia a mais... E posso me machucar feio, gerar uma cicatriz enorme.

Talvez esse pôster tenha nascido para que eu voltasse a escrever. O que há muito não faço. A justificativa? Falta de atenção por quem me ajuda a viver: as letras!

Após pronunciar a frase, sempre que tive vontade de "chutar o pau da barraca", logo me acalmo e entendo que é uma questão de percepção. De recepção. Resolvi compartilhar a descoberta com quem me acompanha.

"Não subir no vaso sanitário" é uma frase que descobri sozinha, ao entrar em um banheiro de empresa e notar que a Comissão Interna de Prevenção à Acidentes (CIPA), se preocupara em informar aos usuários que o pior pode acontecer, só porque você quis fazer uma gracinha. Ou escapar de uma contaminação.

Agora uma frase linda e precisa é a do meu amigo, meu anjo e tudo de bom que pode existir, Cleomar Brandi. Meu Cleo. "Deixe o balão inchar. Uma hora ele poca".

E Cleo, o balão poca mesmo. Obrigado Cleo pela dica. Até hoje faço uso dela.

E a você que faz leitura dessas linhas prudentes, faça uso da minha frase sempre que considerar necessário manter a calma.


*Foto extraída do Google.com


Copa x Brasil

sábado, 3 de julho de 2010
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Como presenciar a derrota?
Como não arrotar a dor?
Explodir a insatisfação?

Sei que esperei muito para falar do desbarato do Brasil contra a Holanda no dia 02 de junho. Demorei porque era preciso digerir uma Copa anunciada, que não pertencia ao Brasil.

Lembro que no dia fui ao dentista, fui porque já tinha agendado e não teria uma outra oportunidade. E entre um abrir e fechar de boca, fui mostrando a um ser desconhecido que estava triste, pois a seleção canarinha tinha saído de cena. Odeio quando o personagem principal precisa deixar de brilhar porque alguém não quer que ele brilhe. Não tivemos nem tempo de ir as oitavas.

Fiquei na dúvida: Foi o fator, próxima Copa in Brasil? Foi o desprezo do Dunga pela imprensa? Foi uma torcida descrente?

Foi... Foi?
Espero o será de 2014.


* Dessa vez doei poucas linhas, porque doeu bastente perder.

A perda de um par de botas.

sexta-feira, 25 de junho de 2010
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Não concordo com o pobre ditado "A gente só da valor quando perde".

Eu cresci com a ideia de construção, de soma e de apreço. E esses três valores tornam as pessoas e objetos conquistas únicas. Então, nunca precisei perder para dar o "tal valor" e em seguida entregar o termo de importância. Muito embora, no dia de São João (24 de junho) eu tenha perdido um par de botas que me trouxe uma junção de sentimentos.

A perda que quero falar não remete a competição: derrotar /ganhar / vencer ou perder.

A que me refiro é aquela a qual você não precisa está pronto para entrar em um campo de batalhas ou até mesmo tirar do outro a vitória. É uma perda de arraque, que não estanca, que fere e amordaça.

Preciso narrar alguns fatos. Eis que resolvo visitar os meus pais em Estância, para tanto foi necessário arrumar as malas, lançar uma lista, correr para um táxi rumo a rodoviária e aproveitar a paisagem tão conhecida pelos meus olhos.

A diferença esteve entre a minha responsabilidade, a companhia e um par de botas que nunca mais será visto.

Entre o desembarcar do ônibus, o levante de malas e sacolas, uma bolsa fica para trás, toma um outro caminho: a cidade de Tobias Barreto ou quem sabe Umbaúba, Itabaiana.

Até que ao chegar notei que faltava algo. Notei que uma das bolsas não estava por perto. Questionei por meio de descrição se alguém a tinha visto. Nada. Por estar eufórica com a presença de meu bem querer, a mente só fora registrar o que tinha dentro do embrulho de plástico no finalzinho da noite junina.Uma dor de cabeça que me assolava desceu ladeira e se instalou no coração que deu a pulsar na velocidade da luz e intensidade dos dias de sol. Precisei por a mão no peito, baixar as palpebras, acreditar que era mentira e eu logo estaria com o par de calçados nos pés.

Subi com uma dificuldade alguns degraus para encontrar a minha genitora e contar lhe o fato. Nada rendia um consolo. Nenhuma palavra. A noite se tornará inútil, mascarada. E eu? Mal humorada.

A chateação se tornou maior, proporcional a um rinoceronte, e logo dei-me conta que o "meu" par de botas era novo, curitibano, um presente meu, um presente que cabe em um álbum de fotografias, cabe na alegria das companhias e em momentos que não serão revividos.

Sucumbi. Fiquei frágil, no entanto, a necessidade de mostrar um sorriso deu as cartas. Tirei do episódio um aprendizado ímpar: é preciso usar e abusar do que temos, do que somos, numa espécie de última oportunidade.






Escrevendo para o João lembrei do José.

quarta-feira, 2 de junho de 2010
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O São João, santo e de sobrenome Batista, aquele mesmo: filho de Isabel, irmã de Maria. É de quem mais sinto falta durante todo o ano. É quem mais espero.
Antes de continuar, peço aos outros santos (Pedro, Paulo e Antônio) que não fiquem chateados. No meu coração cabem todos. É que o João é meio que um líder nessa história de festejos juninos, é ele que empresta o nome durante um mês e pouquinho.
Pedido de desculpas efetuado. Sigo.
João, antes de tudo perdoe-me a intimidade, mas isso é coisa de gente estanciana, que nasce com um buscapé em uma das mãos e em uma outra com um milho cozido. Para mim, estanciano que é estanciano, não nega um bom show de luz e cor. E, claro, uma boa comida tipíca.
Oh, João. Como fico feliz ao acender uma fogueira, ver quadrilhas e suas vestes coloridas.

Ai. Volta tudo. Quase saiu poesia.

Quis dizer: Eitxa que espero São João o ano todo. Espero comer o mingau de puba (que só a minha vó e a minha mãe sabem fazer... rs), o milho e a calabresa assados na fogueira. Sem contar que ver os fogos me deixa com uma satisfação. Um orgulho besta. Até porque a minha Estância é dona do título 'Capital do Barco de Fogo'.

E adepta a tudo que oferece e remonta a história - dou continuidade:

O período junino tem todo um aspecto que é gerador de conhecimento. Gostaria de saber de tudo, um tudo que não deixasse dúvidas.
Exemplos? O porque do acender da fogueira, o uso de vestido feito de recorte, o comer do milho...

Meu Deus! Deixo essas dúvidas de lado. Quase arrumo uma confusão no arraiá do céu. Esqueci. Esqueci. Juro que sem maldade. Esqueci do José. O Zé que abençoa a colheita do milho. Só foi falar em milho que do Zé lembrei.

Também puderá o José é de todos os santos o que não tem um dia exclusivo no mês de junho. 19 de março é totalmente fora do contexto. Alguém me explica porque fizeram isso com o São José!
Olha. Só agora resolvi o título do post, e esse surgiu pela falta de lembraça do Zé. Assim fica mais fácil me desculpar.

Vou contar um pouquinho da história do moço-santo.
Reza a lenda que se chover até o dia de São José, o inverno no nordeste será caprichado, portanto, a colheita do milharal será das melhores. "Entonce" descobre-se que: o Zé, é o responsável pelo "tantu" de comida gostoza feita a base da massa amarelinha. Se o cabra não manda chuva até o seu dia.
Esqueça nada de canjica, pamonha, cural... Milhinho assado... Nada... Nem pipoca!
Então trate você também de reconhecer a impotrtância do José. Lembre dele quando der de cara com o João, mande lembrança e diga que não o esquece.

Não esquecerei dos cumprimentos. Eu é que não quero ficar sem saborear um mungunzá com leite de coco.













Bolsa de Valores

domingo, 16 de maio de 2010
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Ê título bonito.
Gente entendo pouco de economia, de números. É um pouco mesmo. Até tive interesse um dia de aprender sobre, embora acredito com muita seriedade que um professor (de nome e modo de andar feios) que tive na universidade fez o favor de criar um trauma. Esse trauma foi resultado da forma técnica e da pouca paciência de expor o que era a ciência da economia. Quantos aos números nunca fui das contas. Sempre optei pela junção das letras.
Antes de começar de fato a falar sobre o conteúdo do post, resolvi averiguar o que é a tal da bolsa de valores.
Eis que para o portal do investidor, as bolsas de valores são instituições administradores de mercado. São também entendidas como "centros de negociação de valores mobiliários que utilizam sistemas eletrônicos de negociação para efetuar compras e vendas desses valores.".
Com essa definição acima dá até para fazer uma metáfora com a minha bolsa de valores.
Poderia intitular até como "Bolsa de Valores Feminina", e pensando melhor entendi que seria injusta com os meus colegas do sexo masculino, que carregam também as suas pesadas bolsas de valores.
Sexta a noite ( end of the day), rumei para casa e o meu nariz que havia respirado todo o ar frio da sala que trabalho resolveu que ficar corrizando era o melhor programa para iniciar o final de semana. Nariz escorrendo e a cabeça, com inveja de fazer bagunça, deu sinal de vida e começou a latejar. Nada de sair do casebre. Mudanças de planos e a saída: recepcionar companhias no meu esconderijo.
Escolhas feitas, recepção à atrasados e com perdões.
O pior da noite nem tinha ocorrido.
O registro foi "não estou disposto". Foi esse entulho que entrou na minha bolsa de valores, pela maior abertura e juntou-se a outras milhões de afirmações, interjeições, mentiras e vergonhas.
Engoli sem engolir. Alguém compreende?
Tentei negociar, propor alternativas. Cheguei ao cúmulo de financiar. E para quem conhece a minha realidade, condições minímas são as minhas para qualquer espécie de acordo financeiro.
Engasguei. Um engasgo que está me custando um silencio imperador e pensativo. Um engasgo que nem se quer tenho vontade de desafazer. Isso porque já cessaram as forças para quaisquer tipo de desengasgo. Eu simplesmente preferir jogar a maldita frase negativa e seu adjetivo, caracterizando um estado, no fundo da minha bolsa.
É nesse abismo que pretendo deixar essa construção frasal. Essa e tantas outras que chegarem, afogarei nas lágrimas que também guardo dentro da bolsa.
No entanto. Como um amigo meu diria (Alano Sena Gomes) "Um dia a casa cai". E quando cai, vai ser feio encontrar tijolos e cimento jogados ao chão, como se nada houvesse valor.
E ninguém entenda como ameça. A casa aqui, é uma bolsa que será aberta e que farei questão de jogar todas as tralhas inúteis que me permito andar de um lado para o outro. É sempre bom e aconselhável esvaziar.
Até lá, vou amontoando os sentimentos felizes, prósperos e de bom acabamento na mesma bolsa. Embora em um compartimento reservado. Que é aberto e apresentado aqueles que merecem.

Ah. Não poderiam esquecer da metáfora. Aqui as compras e vendas são respectivamente os aceites e deletes do que a minha mente capta.

Prazer Srª Tecnologia Social.

sexta-feira, 14 de maio de 2010
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Ontem precisei ir a um almoço. Opa: almoço dos melhores em um Hotel nada cinco estrelas. Apenas o Radisson. Alguém recorda dele? Da sua beleza e do seu valor acessível?
Bem. Fui acompanhar a apresentação do 13º Prêmio Finep de Inovação 2010 (coisa fácil de entender, embora com um nome sério).
Em que consistia essa apresentação? Mostrar a empresários e representantes de instituições como é possível inovar em equipe e no nosso Brasil.
A coordenação do evento na região nordeste fica por conta do Deuci Castro, criatura muito inteligente, falante, e melhor, paciente. Papo vai e vai e mais vai... Dueci toca num assunto que mais parece sair das entranhas da apresentação: A Tecnologia Social.
Pronto. Foi paixão. No instante que o Deuci falou as duas palavras, o meu cérebro as registrou. A palavra social tornou-se forte junto a tecnologia e fiquei me perguntando como funciona isso?
Pois é. Encafifei. Resolvi que não durmiria sem saber o que era isso. O meu cérebro resolveu voltar a captar as imagens da apresentação. Isso tudo em segundos. O Deuci tava bem ali. Na minha frente e poderia dizer tudo sobre o assunto.
Foram algumas explicações, ou melhor, palavras-chaves: comunidade, recurso, organização, crescimento.
Pimba. Eu acordei de um sonho. Sempre tive vontade de fazer algo do gênero, embora não soubesse o nome.
Para não ficar no egoísmo direi a vocês o que é a tão apaixonante Tecnologia Social.
Segundo o site da fundação Banco do Brasil, "as tecnologias sociais podem aliar o saber popular com a organização social e com o conhecimento técnico-ceintifíco". Não é legal?
Trocando em miúdos: Fabricar uma vassoura de palha, por exemplo, gera ocupação (diminuição de desemprego) e renda. Essa fabricação vai além. Consiste ter um local que produza a palha, em convocar a comunidade e tornar a coisa viável.
Alguma dúvida?
O negócio é inovador no desenvolver, iniciar no que se tem e assim crecer. Não parece mole? Fácil?
É. Bacana ganhar conhecimento assim hein? Vindo de gente inteligente como o Deuci só podia render isso.
Aprendi o nome do sonho e um dia espero poder ter a oportunidade de viver a prática da minha íntima TS...rs.

Quem entende de fé?

quarta-feira, 12 de maio de 2010
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Hoje resolvi falar da fé, da coragem de crer. A grande verdade é que essa decisão de escrever sobre esse assunto já tinha se dado, só faltava um pouco de pesquisa, pois entendo que os meus leitores, merecerem isso. Merecem algum dado, alguma história nova.
E ninguém ouse dizer que não tenho leitores, ou que esses são poucos.
Quem nunca acordou com o coração apertado, se perguntando o porquê daquele sentimento?
Em um dia desses me vi pedindo a Deus para sempre manter a minha fé acesa, intacta e fiel. E logo em seguida me vi sentada no sofá da sala lendo a revista "Arautos do Evangelho". E foi nessa revista que encontrei uma história que há muito não escutamos,nem lemos. Revista religiosa sim, com um conteúdo ímpar e que aos poucos conquista leitores. Eu sou um deles.
Com o título "Mártir brasileira do fim do século XX" e de autoria de uma irmã de nome Juliane Vasconcelos, toda uma trajetória de humildade e humanismo é traçada.Irmã Lindalva é a personagem principal, é o início e o fim de alguns tempos, tempos em que ter certeza era ter paz no coração.
Irmã Lindalva entendia que viver é olhar para o outro e estender a mão, é cuidar de quem já fez muito na vida, fez por si e pelos outros.
Sua trajetória é extensa e não daria em um único post, resolvi que resumiria todos os fatos em um: a irmã, com 40 anos, morreu com 44 golpes de facao, esses dados pelas costas no salão do Abrigo Monte Calvário, e ao som da frase "Nunca cedeu! Está aqui a recompensa...".
O motivo fora que a irmã se pos contra as investidas de um dos moradores que incansavelmente a procurava.
Contando esse fato quero dizer que irmã Lindalva sabia o que queria, sabia que existia um SER que poderia oferta-lhe forças e fé. Aí está toda a diferença. Antes de morrer, a vítima pronunciou a seguinte frase ao assassino: "Prefiro que meu sangue se derrame...".
E o sangue foi derramado pela fé, pela convicção.Pela certeza.

Imagem: google