Quatro sisos x Um sorriso (Parte 2)

sábado, 13 de novembro de 2010
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O processo de recuperação teve início. E para alegrar a plateia curiosa, trago o segundo episódio de"Quatro sisos x Um sorriso".
...
Apesar de não possuir traquejo algum com os números, entendo que é bem mais fácil apresentar os resultados através deles.
Então vamos conferir:

-5 dias de repouso;
-3 potes de sorvete;
-6 pontos;
- 1kg (a menos) e;
- 6 dias para retirada dos pontos.

Apresentado alguns dados, passo a descrever a etapa pós-operatório e os cuidados da mamãe Neide.

Quem me conhece sabe que uma das minhas características é falar muito (coisa de comunicológo). Então. Imagina a moça aqui. Calada. Calminha. (É só imaginação mesmo!)
Se tem uma coisa que faço bem é não ficar calada (exceto em momentos de dor de cotovelo e luto - até dormindo eu não fecho a matraca).

Mamãe Neide que não é esperta nem nada, me dá um caderninho para fazer as solicitações. Até que no início foi moleza. Mas o meu lado menina malcriada somado ao lado artístico veio à tona. Passei a desenhar o que precisava (rs). Coisa de cinema. Dona Neide logo perdeu a paz e disse: _ Criatura, você nem colabora né? Faz cada desenho confuso. Faremos o seguinte. Deixo você falar só o suficiente, em troca você não desenha.

Boa. Muito boa a alternativa.

E para falar de amigos, confesso que preciso falar dos recém-chagados, companheiros (medicamentos) que me conquistaram: a Amoxilina, o Ibuprofeno, o Tylenol e o PerioGard. Uma turma, definitivamente, competente.

Ai que saudade de falar ao telefone e em especial responder as brincadeiras dos meus amigos engraçadinhos, que claro, não só fizeram questão de me ligar como também de sacanar.
_ Vai ai um sorvete de sushi?
_ Que tal um churrasco gaúcho?
_ Poxa você está calada?
_ Faz bochecho com whisky, de preferência com Black.
_ Que tal uma praia?


Mas o que seria de mim sem esses trocos? Ninguém. Não teria ibope.

Ah. Não devo esquecer do Dr. Edmundo.
Quem foi que disse que ele também me esqueceu? Nada. Recebi algumas ligações para saber como estava sendo a recuperação.
_ Andreza tudo bem? Teve algum sangramento? Inchou?

Pois é. São telefonemas como esses que emitiram o certificado com ISO 9001 para o Dr. Edmundo Marques. Palmas.
Eu virei autoridade ou o que para emitir certificado?

...

Sigo agora para o dia 10/11 (às 17h). Retirada dos pontos. Nada extraordinário. Apenas o puxar dos fios de seda, do ainda então declive gerado pela extração dos meus pimpolhos sisos. Acho até, que recebi parabéns pela minha excelente participação.

Fui liberada para voltar as atividades normais, embora Dona Neide inisista em monitorar os meus passos e o que o meu estomago tem digerido. E para cumprir o pedido de higienização, feito pelo Dr. Edmundo, criei um especie de lembrete. Coloquei na porta do banheiro um lindo bilhetinho, alertando sobre a necessidade de cumprir a tarefa.

Confiram a foto acima que não me deixar mentir.

Hoje, completa 9 dias que não tenho mais juízo.
O que restou da cirurgia foram alguns dentes doloridos (os de baixos e vizinhos aos sisos). Entretanto, é preciso observar que nada no mundo é perfeito... É essencial.

Tão essencial quanto as enormes coincidências da vida.
E nessa enorme coincidência, no próximo dia 20 (sabadão), serei pirata* garantida no Odonto Fantasy. Alguém dúvida?


*Fantasia comprada - promessa cumprida.
*Foto: Andreza Mota.


Quatro sisos x Um sorriso (Parte 1)

domingo, 7 de novembro de 2010
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Tudo passa a acontecer depois que recebi um cartão de visita com os seguintes dados:
Dr.Edmundo Marques. Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Faciais e Implantes. CRO/SE 1225. Rua Construtor João Alves, 75 - Bairro São José...
Sinceramante? Quando li "cirurgia e traumatologia" já não fiquei feliz. E um tal de "buco-maxilo-faciais"? Esse chegou a deixar minha garganta seca. Nem vou comentar sobre a palavra"implantes".
Volto ao tempo para dar sentido ao que pretendo narrar.
...
Tudo teve início com a volta dos tártaros. Chatos e insistentes. E lá vai eu visitar a Dra.Letícia-Maria. Algumas cáries para reavivar minha memória, pois não devo ingerir tantas guloseimas (eu=rainha do brigadeiro!) e a notícia que deveria extrair um lindo dentinho.
Quem foi que disse que gostei da novidade? Sai do consultório calada. Digamos chateada.
Alguns meses para tratar do que era necessário e uma radiografia para quadriplicar o meu medinho. Seriam quatro. Nenhum dente do juízo restaria.

Uma indicação: Dra Acácia Leite, que com dores fortes no braço direito, logo informou que não poderia resolver o meu problema. Entra aqui o cartãozinho do Dr.Edumundo Marques.
...
Eis que respiro fundo e ligo para a atendente do Sr.Edmundo.
De começo se a especialidade dele me assombrou, o nome me remeteu a alguém de seus 50 ou 60 anos. Naquela tarde eu já tava tão sem jogo de cintura para a tal cirurgia que o nome daquele dentista parecia não me ajudar.

Indo para casa os meus pensamentos eram os mais engraçados e estranhos: Que nome mais feio. Essa criatura vai extrair quatro dentes meu e poderia ter, no minímo, um nome bonitinho. Acho que não vou me dar bem. Nome de gente mal humorada. E se ele for assustador? Impaciente? Calado? Alguém me salve desse pesadelo! (muitos - milhares de risos)

Marcado o dia para consulta (29 de outubro - às 17h) e chego ao Instituto Saint Germain parecendo que vou ser condenada por um crime e devo pagar com a extração dos meus dentes (ê mulher exagerada!).

Alguns minutinhos depois. E pronto. Sou recebida por uma senhorinha doce, a Érica. Mais um pouco e abre-se a porta da sala do então dentista. Que estava lá: risonho e falante.

Em nada aquela criatura parecia com o que descrevi acima. Eu falei em nada.

A falatrona aqui tava era com medo (rs). Nervosa. Toda sem jeito. Sem acreditar que aquela seria a pessoa que iria, popularmente falando, "dar cabo", dos dentinhos intrometidos.

O Edmundo, como poucos profissionais, que eu (Andreza Mota) conheço, possui conhecimento e carisma notórios que tranquilizam qualquer paciente. Eu afirmo que depois da nossa conversa, fiz questão de contar para todo mundo que iria fazer uma cirurgia, só para ouvir comentários do tipo: _ Tu é corajosa.

Eu bem que sou corajosa, embora nesse caso, tive explicações pontuais de como seria todo o procedimento, das recomendação para pós-operatório e até as implicações que poderia gera se permanecesse com a "turma do juízo" na minha boca. Até pude cantarolar depois de tantos esclarecimentos... "faça um pedido, jogue uma moeda na fonte comigo...dias de ter medo... já tem demais por ai...".

Vamos agora para o dia 05 de novembro, às 14h. Com a cara pálida, no entanto, disposta, fui acompanha da minha mãezona/enfermeira, Maria Neide e do meu amigo guti-guti, Lucas Araújo. Charme demais ser companhada por dois xuxuzinhos.

A famosa anestesia, me gerou a sensação "bochechas de Kiko". E olhe, vou logo compartilhando com os medrosos: Anestesia deve ser entendida como algo inibidor da dor e ao meu ver é uma coisa bacana (alguém aqui gosta de sentir dor?).

Dr. Edmundo não poderia ter feito outra coisa mais eficaz do que me manter informada (jornalista até nesses momentos) de tudo que estava acontecendo: _ Olha, agora você irá sentir uma pressão. Isso é real. Você não perdeu o tato.

Com essas e outras falas eu imaginei como estava sendo a cirurgia (claro que sem sangue - rs).

Logo o primeiro dente estava passeando em um papel alumínio (eu acredito que era isso) sobre um paninho verde, ao meu lado direito, porque em cima de mim estava outro, tão igual quanto intocável. Segundo o Edmundo, eu poderia me contaminar, "Evita tocar no paninho verde. Ele irá te proteger de qualquer contaminação. O.k.?".

Inacreditáveis 40 minutos depois, o Edmundo estava na minha frente reforçando as recomendações necessárias para uma recuperação excelente.

Eu nunca ouvir um médico perguntar: _ Te machuquei muito?

Caramba. Vou confessar que no dia que um outro profissional da área da sáude me fizer essa mesma pergunta, eu vou acreditar piamente que muitos fazem o que amam.

... Ainda devo relatar sobre a minha recuperação, a atenção dispensada e os potes de sorvetes.

Não perca o segundo episódio!

*Imagem reproduzida do google.com.

Não suba no vaso sanitário!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010
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É com essa frase que tenho passado os meus dias.
Sempre recordo que uma estripulia a mais... E posso me machucar feio, gerar uma cicatriz enorme.

Talvez esse pôster tenha nascido para que eu voltasse a escrever. O que há muito não faço. A justificativa? Falta de atenção por quem me ajuda a viver: as letras!

Após pronunciar a frase, sempre que tive vontade de "chutar o pau da barraca", logo me acalmo e entendo que é uma questão de percepção. De recepção. Resolvi compartilhar a descoberta com quem me acompanha.

"Não subir no vaso sanitário" é uma frase que descobri sozinha, ao entrar em um banheiro de empresa e notar que a Comissão Interna de Prevenção à Acidentes (CIPA), se preocupara em informar aos usuários que o pior pode acontecer, só porque você quis fazer uma gracinha. Ou escapar de uma contaminação.

Agora uma frase linda e precisa é a do meu amigo, meu anjo e tudo de bom que pode existir, Cleomar Brandi. Meu Cleo. "Deixe o balão inchar. Uma hora ele poca".

E Cleo, o balão poca mesmo. Obrigado Cleo pela dica. Até hoje faço uso dela.

E a você que faz leitura dessas linhas prudentes, faça uso da minha frase sempre que considerar necessário manter a calma.


*Foto extraída do Google.com


Copa x Brasil

sábado, 3 de julho de 2010
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Como presenciar a derrota?
Como não arrotar a dor?
Explodir a insatisfação?

Sei que esperei muito para falar do desbarato do Brasil contra a Holanda no dia 02 de junho. Demorei porque era preciso digerir uma Copa anunciada, que não pertencia ao Brasil.

Lembro que no dia fui ao dentista, fui porque já tinha agendado e não teria uma outra oportunidade. E entre um abrir e fechar de boca, fui mostrando a um ser desconhecido que estava triste, pois a seleção canarinha tinha saído de cena. Odeio quando o personagem principal precisa deixar de brilhar porque alguém não quer que ele brilhe. Não tivemos nem tempo de ir as oitavas.

Fiquei na dúvida: Foi o fator, próxima Copa in Brasil? Foi o desprezo do Dunga pela imprensa? Foi uma torcida descrente?

Foi... Foi?
Espero o será de 2014.


* Dessa vez doei poucas linhas, porque doeu bastente perder.

A perda de um par de botas.

sexta-feira, 25 de junho de 2010
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Não concordo com o pobre ditado "A gente só da valor quando perde".

Eu cresci com a ideia de construção, de soma e de apreço. E esses três valores tornam as pessoas e objetos conquistas únicas. Então, nunca precisei perder para dar o "tal valor" e em seguida entregar o termo de importância. Muito embora, no dia de São João (24 de junho) eu tenha perdido um par de botas que me trouxe uma junção de sentimentos.

A perda que quero falar não remete a competição: derrotar /ganhar / vencer ou perder.

A que me refiro é aquela a qual você não precisa está pronto para entrar em um campo de batalhas ou até mesmo tirar do outro a vitória. É uma perda de arraque, que não estanca, que fere e amordaça.

Preciso narrar alguns fatos. Eis que resolvo visitar os meus pais em Estância, para tanto foi necessário arrumar as malas, lançar uma lista, correr para um táxi rumo a rodoviária e aproveitar a paisagem tão conhecida pelos meus olhos.

A diferença esteve entre a minha responsabilidade, a companhia e um par de botas que nunca mais será visto.

Entre o desembarcar do ônibus, o levante de malas e sacolas, uma bolsa fica para trás, toma um outro caminho: a cidade de Tobias Barreto ou quem sabe Umbaúba, Itabaiana.

Até que ao chegar notei que faltava algo. Notei que uma das bolsas não estava por perto. Questionei por meio de descrição se alguém a tinha visto. Nada. Por estar eufórica com a presença de meu bem querer, a mente só fora registrar o que tinha dentro do embrulho de plástico no finalzinho da noite junina.Uma dor de cabeça que me assolava desceu ladeira e se instalou no coração que deu a pulsar na velocidade da luz e intensidade dos dias de sol. Precisei por a mão no peito, baixar as palpebras, acreditar que era mentira e eu logo estaria com o par de calçados nos pés.

Subi com uma dificuldade alguns degraus para encontrar a minha genitora e contar lhe o fato. Nada rendia um consolo. Nenhuma palavra. A noite se tornará inútil, mascarada. E eu? Mal humorada.

A chateação se tornou maior, proporcional a um rinoceronte, e logo dei-me conta que o "meu" par de botas era novo, curitibano, um presente meu, um presente que cabe em um álbum de fotografias, cabe na alegria das companhias e em momentos que não serão revividos.

Sucumbi. Fiquei frágil, no entanto, a necessidade de mostrar um sorriso deu as cartas. Tirei do episódio um aprendizado ímpar: é preciso usar e abusar do que temos, do que somos, numa espécie de última oportunidade.






Escrevendo para o João lembrei do José.

quarta-feira, 2 de junho de 2010
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O São João, santo e de sobrenome Batista, aquele mesmo: filho de Isabel, irmã de Maria. É de quem mais sinto falta durante todo o ano. É quem mais espero.
Antes de continuar, peço aos outros santos (Pedro, Paulo e Antônio) que não fiquem chateados. No meu coração cabem todos. É que o João é meio que um líder nessa história de festejos juninos, é ele que empresta o nome durante um mês e pouquinho.
Pedido de desculpas efetuado. Sigo.
João, antes de tudo perdoe-me a intimidade, mas isso é coisa de gente estanciana, que nasce com um buscapé em uma das mãos e em uma outra com um milho cozido. Para mim, estanciano que é estanciano, não nega um bom show de luz e cor. E, claro, uma boa comida tipíca.
Oh, João. Como fico feliz ao acender uma fogueira, ver quadrilhas e suas vestes coloridas.

Ai. Volta tudo. Quase saiu poesia.

Quis dizer: Eitxa que espero São João o ano todo. Espero comer o mingau de puba (que só a minha vó e a minha mãe sabem fazer... rs), o milho e a calabresa assados na fogueira. Sem contar que ver os fogos me deixa com uma satisfação. Um orgulho besta. Até porque a minha Estância é dona do título 'Capital do Barco de Fogo'.

E adepta a tudo que oferece e remonta a história - dou continuidade:

O período junino tem todo um aspecto que é gerador de conhecimento. Gostaria de saber de tudo, um tudo que não deixasse dúvidas.
Exemplos? O porque do acender da fogueira, o uso de vestido feito de recorte, o comer do milho...

Meu Deus! Deixo essas dúvidas de lado. Quase arrumo uma confusão no arraiá do céu. Esqueci. Esqueci. Juro que sem maldade. Esqueci do José. O Zé que abençoa a colheita do milho. Só foi falar em milho que do Zé lembrei.

Também puderá o José é de todos os santos o que não tem um dia exclusivo no mês de junho. 19 de março é totalmente fora do contexto. Alguém me explica porque fizeram isso com o São José!
Olha. Só agora resolvi o título do post, e esse surgiu pela falta de lembraça do Zé. Assim fica mais fácil me desculpar.

Vou contar um pouquinho da história do moço-santo.
Reza a lenda que se chover até o dia de São José, o inverno no nordeste será caprichado, portanto, a colheita do milharal será das melhores. "Entonce" descobre-se que: o Zé, é o responsável pelo "tantu" de comida gostoza feita a base da massa amarelinha. Se o cabra não manda chuva até o seu dia.
Esqueça nada de canjica, pamonha, cural... Milhinho assado... Nada... Nem pipoca!
Então trate você também de reconhecer a impotrtância do José. Lembre dele quando der de cara com o João, mande lembrança e diga que não o esquece.

Não esquecerei dos cumprimentos. Eu é que não quero ficar sem saborear um mungunzá com leite de coco.













Bolsa de Valores

domingo, 16 de maio de 2010
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Ê título bonito.
Gente entendo pouco de economia, de números. É um pouco mesmo. Até tive interesse um dia de aprender sobre, embora acredito com muita seriedade que um professor (de nome e modo de andar feios) que tive na universidade fez o favor de criar um trauma. Esse trauma foi resultado da forma técnica e da pouca paciência de expor o que era a ciência da economia. Quantos aos números nunca fui das contas. Sempre optei pela junção das letras.
Antes de começar de fato a falar sobre o conteúdo do post, resolvi averiguar o que é a tal da bolsa de valores.
Eis que para o portal do investidor, as bolsas de valores são instituições administradores de mercado. São também entendidas como "centros de negociação de valores mobiliários que utilizam sistemas eletrônicos de negociação para efetuar compras e vendas desses valores.".
Com essa definição acima dá até para fazer uma metáfora com a minha bolsa de valores.
Poderia intitular até como "Bolsa de Valores Feminina", e pensando melhor entendi que seria injusta com os meus colegas do sexo masculino, que carregam também as suas pesadas bolsas de valores.
Sexta a noite ( end of the day), rumei para casa e o meu nariz que havia respirado todo o ar frio da sala que trabalho resolveu que ficar corrizando era o melhor programa para iniciar o final de semana. Nariz escorrendo e a cabeça, com inveja de fazer bagunça, deu sinal de vida e começou a latejar. Nada de sair do casebre. Mudanças de planos e a saída: recepcionar companhias no meu esconderijo.
Escolhas feitas, recepção à atrasados e com perdões.
O pior da noite nem tinha ocorrido.
O registro foi "não estou disposto". Foi esse entulho que entrou na minha bolsa de valores, pela maior abertura e juntou-se a outras milhões de afirmações, interjeições, mentiras e vergonhas.
Engoli sem engolir. Alguém compreende?
Tentei negociar, propor alternativas. Cheguei ao cúmulo de financiar. E para quem conhece a minha realidade, condições minímas são as minhas para qualquer espécie de acordo financeiro.
Engasguei. Um engasgo que está me custando um silencio imperador e pensativo. Um engasgo que nem se quer tenho vontade de desafazer. Isso porque já cessaram as forças para quaisquer tipo de desengasgo. Eu simplesmente preferir jogar a maldita frase negativa e seu adjetivo, caracterizando um estado, no fundo da minha bolsa.
É nesse abismo que pretendo deixar essa construção frasal. Essa e tantas outras que chegarem, afogarei nas lágrimas que também guardo dentro da bolsa.
No entanto. Como um amigo meu diria (Alano Sena Gomes) "Um dia a casa cai". E quando cai, vai ser feio encontrar tijolos e cimento jogados ao chão, como se nada houvesse valor.
E ninguém entenda como ameça. A casa aqui, é uma bolsa que será aberta e que farei questão de jogar todas as tralhas inúteis que me permito andar de um lado para o outro. É sempre bom e aconselhável esvaziar.
Até lá, vou amontoando os sentimentos felizes, prósperos e de bom acabamento na mesma bolsa. Embora em um compartimento reservado. Que é aberto e apresentado aqueles que merecem.

Ah. Não poderiam esquecer da metáfora. Aqui as compras e vendas são respectivamente os aceites e deletes do que a minha mente capta.